Julho Amarelo: A importância da Conscientização e do Combate às Hepatites Virais

02 de julho de 2021 - 14:33

Em 2019 o governo brasileiro instituiu o mês de julho como mês de combate às hepatites. O objetivo era alertar a população sobre os riscos e as formas de prevenção da doença, que é responsável anualmente por cerca de 1,3 milhão de mortes em  todo o mundo.

No Brasil, o Ministério da Saúde trabalha com a meta de erradicar as hepatites virais até 2030, uma missão bastante difícil, apesar da queda de contaminação apresentada nos últimos anos.

Só em 2019, por exemplo, foram notificados cerca de 40 mil novos casos da doença, que pode ser causada pelos vírus A, B, C, D e E, e que possuem formas de transmissão e de tratamento variadas entre si.  

Apesar das diferenças, todas as formas virais da Hepatite são perigosas, e exigem prevenção e cuidado.

Confira abaixo como funciona cada uma delas:

Hepatite A

Muito ligada às condições precárias de saneamento básico e higiene, a transmissão ocorre pelo contato com fezes contaminadas, ou por meio do consumo de água ou alimentos contaminados pelo vírus.

A melhor maneira de preveni-la é: evitar o contato com esgoto aberto, utilizar água potável e tratada no consumo e na higienização e preparo de alimentos, e manter também a higienização frequente das mãos.

Já existe vacina para a hepatite A, e apesar de não ter um tratamento específico, ela não evolui para um quadro crônico, se curando sozinha pela defesa do próprio sistema imunológico.

Hepatite B

Este tipo de hepatite é o de segunda maior incidência no Brasil, e pode ser transmitida sexualmente, por meio do leite materno, ou por contato sanguíneo.

Para se prevenir deste tipo de hepatite, utilize sempre preservativo nas relações sexuais, evite o compartilhamento de objetos pessoais como: lâminas, escova de dente e itens de manicure.

Já existe vacina para a hepatite B, mas diferente do tipo A, ela pode evoluir para um quadro crônico se perdurarem os sintomas da doença por mais de 6 meses, e não forem combatidos pelo próprio organismo.

Hepatite C

A hepatite do tipo C é uma das que oferecem maior risco à população, apresentando um grande índice de contaminação no Brasil e no mundo.

Ela possui chances maiores de evoluir para cronicidade, e sua principal forma de transmissão ocorre pelo contato sanguíneo, ou por meio de relações sexuais sem proteção.

Para se prevenir, evite compartilhar objetos pessoais e utilize sempre preservativo nas relações sexuais.

Ainda não há vacina para este tipo de hepatite, mas o tratamento pode garantir a cura da doença, o que não significa que o individuo não pode se recontaminar.

Caso o organismo não consiga combater o vírus sozinho, e a doença persista por mais de 6 meses, há chances de evolução para quadros de cirrose e câncer de fígado.

Hepatite D

Este tipo de hepatite contamina apenas as pessoas já contaminadas pela hepatite B. Para se prevenir, evite compartilhar objetos pessoais, utilize preservativo durante as relações sexuais e vacine-se.

A hepatite D é perigosa, e pode evoluir rapidamente para quadros de cirrose e câncer de fígado. O tratamento não garante a cura, mas auxilia no controle de danos ao organismo.

Hepatite E

É o tipo mais raro de hepatite e possui rara incidência no Brasil, sendo mais comum na Ásia e na África.

A transmissão ocorre pelo contato com fezes contaminadas, ou por meio do consumo de água ou alimentos contaminados pelo vírus.

Suas formas de prevenção são parecidas com as da hepatite A, ou seja, evitando o contato com esgoto aberto, cuidando da higienização de alimentos e ingerindo água potável e tratada.

As hepatites virais são doenças silenciosas e que podem se agravar para condições mais graves. Apesar de para algumas delas já existir vacina, a melhor saída para todas continua sendo a prevenção.

Pessoas idosas ou que possuem comorbidades têm maiores riscos de sofrerem com a doença. Por isso, mantenha suas vacinas em dia, visite o médico regularmente, e cuide da sua saúde!

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