Rio deve enfrentar grande epidemia de chicungunha neste verão.

12 de December de 2018 - 17:38

A explosão de casos de chicungunha no Rio este ano já configura um quadro epidêmico, mas a situação deve piorar ainda mais com a chegada do verão, atingindo níveis sem precedentes. O alerta é do infectologista Rivaldo Venâncio da Cunha, coordenador de Vigilância em Saúde e Laboratórios de Referência da Fiocruz, que também vê forte risco de epidemias da doença em Minas Gerais, Mato Grosso e Pará.

Com a elevação da temperatura no verão, porém, aumenta a proliferação de mosquitos e, consequentemente, a incidência de doenças transmitidas por eles, incluindo dengue, zika e febre amarela, que também preocupam. A expectativa das pessoas que têm acompanhado o deslocamento e a evolução destas doenças no Brasil é de que neste verão alguns estados tenham problemas sérios com uma elevação gigantesca de casos delas, principalmente chicungunha, contra qual boa parte da população está mais suscetível por ainda não ter anticorpos – diz Rivaldo.

Diante disso, lembra o infectologista, diagnósticos e tratamentos corretos para cada uma dessas doenças são fundamentais. Assim, conta, nas próximas semanas será publicado e distribuído um novo guia de vigilância em saúde para dengue, zika, chicungunha e febre amarela.

- Muitas vezes estas infecções são assintomáticas, mas quando os sintomas se manifestam nem sempre é fácil diferenciar uma da outra no diagnóstico clínico – explica. É o caso, por exemplo, de dengue e chicungunha. Ambas doenças, quando manifestas, são caraterizadas por febres altas, dores articulares e, por vezes, náuseas e vômitos. Na dengue, porém, estes sintomas costumam passar em cerca de uma semana, enquanto na chicungunha eles podem se estender por semanas ou mesmo meses. Além disso, as dores nas articulações da chicungunha em geral são acompanhadas de edemas (inchaços) ausentes ou muito discretos na dengue.

Confira algumas dicas, previna-se, e faça a sua parte na luta contra o Aedes Aegypti:

  • Repelentes e inseticidas devem ser utilizados como medidas extras. O ideal é vigilância constante nos possíveis criadouros do mosquito, pois os repelentes e inseticidas têm efeito temporário, atuando na prevenção das picadas, porém não na origem do problema: a água parada.  
  • A melhor forma de prevenção contra o Aedes é a remoção de criadouros. Na luta contra o Aedes aegypti é essencial a participação popular e a cooperação de todos os cidadãos no monitoramento e vigilância de seu próprio imóvel, além da conscientização das pessoas de seu meio social.   
  • A água da piscina pode se tornar um criadouro do mosquito. A água com cloro e a água salgada funcionam como repelentes, no entanto, se a água não estiver bem tratada e com a concentração recomendada de cloro, o mosquito pode se desenvolver no local.  
  • A reprodução do mosquito é mais rápida no calor, porém a prevenção deve ocorrer também no inverno. Os meses mais quentes favorecem a reprodução, pois é mais chuvoso. Já durante o frio, a larva fica no estado de hibernação e eclode quando voltam as altas temperaturas, havendo a contaminação novamente. 
  • O Aedes tem fotofobia e, por isso se esconde em locais sombreados e/ou escuros. Dentro de casa, por exemplo, o mosquito comumente pode ser encontrado atrás da geladeira, de cortinas e guarda-roupas. A recomendação é manter a casa arejada, com as janelas abertas para ventilar o ambiente.

Fonte: oglobo.globo.com      

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