Dezembro Laranja: veja os perigos do câncer de pele

O verão se aproxima e, com ele, a época de férias, praias e mais exposição à luz solar. Este período do ano também inspira cuidados essenciais à saúde da nossa pele. Para levar mais informação e alertar a população sobre o câncer de pele, a Sociedade Brasileira de Dermatologia fundou a campanha em 2014.

O Dezembro Laranja tem como objetivo principal conscientizar a população sobre os riscos que a exposição excessiva à luz solar representa, e de que forma os raios UVA e UVB podem desencadear o câncer de pele.

A doença, que atinge cerca de 185 mil brasileiros por ano, é responsável por 33% de todos os diagnósticos de câncer no Brasil, e apesar de sua baixa letalidade, os médicos alertam para o alto número de casos no país.

Analisando o cenário global, o câncer de pele é o câncer com maior incidência no mundo, e segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), tem entre 2 milhões e 3 milhões de novos casos por ano.

Continue lendo e saiba o que você pode fazer para evitar o câncer de pele!

Como o câncer de pele se desenvolve?

O câncer se desenvolve a partir da exposição solar excessiva sem a devida proteção. Assim como em outros cânceres, esse processo desencadeia alterações celulares que podem resultar em dois tipos: o melanoma e o não melanoma.

O não melanoma surge nas células basais ou escamosas, já o melanoma tem origem nos melanócitos, células que produzem a melanina, o pigmento que dá cor à pele. Os casos de não melanoma representam 95% do total dos casos de câncer de pele.  

Conheça os tipos mais comuns de câncer:  

- Carcinoma basocelular

É o tipo que começa na camada mais profunda da epiderme, nas células basais. Ele se desenvolve nas áreas expostas ao sol, principalmente na região do pescoço e cabeça.

O crescimento do carcinoma basocelular é lento e raramente se espalha para outras partes do corpo, mas pode ocorrer caso ele não seja tratado.

Carcinoma espinocelular

Ele corresponde a cerca de 20% dos cânceres de pele, e tem origem na camada mais superficial da epiderme.

Geralmente se desenvolve em áreas do corpo mais expostas ao sol, como rosto, orelhas, lábios, pescoço e no dorso da mão. Seu desenvolvimento também pode ser visível no surgimento de cicatrizes ou feridas crônicas da pele em qualquer parte do corpo.

O tratamento deste tipo de câncer geralmente é feito com cirurgia, crioterapia, laserterapia, entre outras técnicas.  

Sintomas do câncer de pele

Os sintomas podem ser similares mesmo em tipos diferentes de câncer, e podem variar de caso para caso, confira mudanças que servem de alerta:

  • Manchas pruriginosas que coçam, descamam ou sangram;
  • Sinais ou pintas que mudam de tamanho, forma ou cor;
  • Feridas que não cicatrizam em até 4 semanas;
  • Lesão rosada ou avermelhada de crescimento lento, mas constante.

Ao perceber qualquer um dos sintomas acima, visite imediatamente um dermatologista.

Fique atento aos fatores de risco

Embora a prevenção do câncer de pele tenha que ser feita por todos, alguns fatores podem aumentar o risco de desenvolvimento da doença.

Isso não significa que pessoas com essas características irão desenvolver o câncer, mas que precisam ter maior precaução. Confira alguns fatores de risco:

  • Sol: pessoas que experimentam exposição prolongada ao sol, sem protetor solar.
  • Pele clara: o risco é maior para pessoas brancas, principalmente loiras e ruivas, do que para pessoas negras.
  • Sexo: homens têm risco 2x maior de ter carcinoma basocelular e 3x maior de ter carcinoma espinocelular que as mulheres.
  • Produtos químicos: pessoas que lidam com arsênico, carvão, parafina, alcatrão e alguns óleos também correm risco maior de desenvolvimento do câncer de pele.
  • Já ter tido câncer de pele: a chance de recorrência é maior. 
  • Radioterapia: pessoas submetidas à radioterapia também têm mais chances de desenvolver câncer de pele.
  • Problemas graves de pele: cicatrizes crônicas de queimaduras e doenças da pele também aumentam o risco de desenvolver o câncer do tipo não melanoma.

Se prevenir é a melhor saída

Algumas atitudes simples podem diminuir muito o risco de câncer de pele. Lembre-se que a exposição aos raios UV precisa ser minimizada, e para isso o filtro solar é indispensável.

O fator de proteção precisa ser sempre superior a 30, e a aplicação precisa ser feita a cada 2 horas, enquanto houver exposição ao sol. Outros itens de proteção podem ajudar bloqueando a luz solar, como roupas, bonés, óculos solares com proteção UV, barracas ou guarda-chuvas.

O horário de exposição ao sol também dever ser levado em consideração, evite ficar exposto entre 10h e 16h. Listamos mais algumas dicas importantes:

  • Não esqueça da proteção mesmo em dias nublados;
  • Cubra suas tatuagens com filtro solar;
  • Use filtro solar específico para os lábios;
  • Atenção especial para as crianças, a exposição solar na infância pode ser decisiva no surgimento posterior de câncer de pele.

O câncer de pele é uma doença de fácil prevenção na maior parte dos casos, cuide da sua pele, principalmente no verão.

Também não esqueça de se manter sempre hidratado e visitar o dermatologista regularmente. Assim como em outros tipos de câncer, quanto mais rápido for o diagnóstico, maiores serão as chances de cura.

Em caso de dúvidas, não deixe de consultar um dermatologista!

 

Fontes:

  • https://www.accamargo.org.br/sobre-o-cancer/tipos-de-cancer/pele-nao-melanoma
  • https://www.sbd.org.br/dezembroLaranja/sobre/
  • https://antigo.saude.gov.br/saude-de-a-z/cancer-de-pele
  • https://www.inca.gov.br/noticias/cancer-de-pele-saiba-como-prevenir-diagnosticar-e-tratar  

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