Dia Nacional de Combate ao Fumo: fumar pode aumentar o risco de desenvolver a forma grave da doença pelo Coronavírus

Em 1986, a Lei Federal 7.488 instituiu 29 de agosto como o Dia Nacional de Combate ao Fumo. Essa iniciativa foi criada para tratar o tabagismo como uma questão de saúde coletiva. Atualmente, a OMS o considera uma pandemia.

Todos os anos, morrem em média 8 milhões de pessoas por conta de doenças diretamente relacionadas ao fumo. Desse número, 1,2 milhão são não-fumantes passivamente expostos à fumaça do cigarro que acabam adoecendo.

Além de aumentar os riscos de diversos tipos de câncer, doenças cardiovasculares e respiratórias, o cigarro também tem efeito imunossupressor, ou seja, fumantes e as pessoas que convivem com eles estão mais suscetíveis a infecções por vírus e bactérias, o que os torna especialmente vulneráveis durante a pandemia do coronavírus.

Por isso, é imprescindível que façamos um esforço coletivo para conscientizar a população sobre os riscos que o tabagismo representa e divulgar formas de prevenção contra o vício.

O tabagismo e o Coronavírus

No Brasil, ocorrem em média 428 óbitos diários em decorrência do tabagismo. Em comparação, no dia 31 de março, duas semanas após decretada a pandemia do Coronavírus no Brasil, o vírus causou 202 mortes, menos da metade das perdas devido ao fumo.

Esses números evidenciam o tabagismo como um problema de saúde pública que merece ainda mais atenção neste momento. O sistema de saúde já enfrenta sobrecarga por conta da pandemia e fumantes têm maior risco de contrair e transmitir a COVID-19, além de aumentar o risco de desenvolver a forma grave da doença, já que o hábito de fumar danifica as vias respiratórias e os pulmões.

Primeiramente, para fumar, é necessário tirar a máscara, o que já aumenta a exposição a contaminações. Além disso, fumantes têm constante contato com os dedos que, se não higienizados adequadamente, podem levar o vírus diretamente à boca. O mesmo é válido para os cigarros que também podem ser vetores do vírus.

Outro agravante, não só para os fumantes, mas também para quem inala a fumaça passivamente, é o risco de problemas respiratórios como sinusites, traqueobronquites, pneumonias, tuberculose e o comprometimento da capacidade pulmonar, assim como o enfraquecimento do sistema imunológico e sensibilização das mucosas, que podem facilitar o desenvolvimento de casos graves da COVID-19. Estatísticas apontam que as chances de intubação dobram entre fumantes.

Portanto, embora o estresse da pandemia possa acarretar o desejo de fumar, este ainda é o melhor momento para parar. Quem abandona o vício protege a si mesmo e àqueles que ama.

Dicas para parar de fumar

Se deseja parar de fumar ou quer ajudar alguém a parar, é aconselhável ter acompanhamento médico. Pessoas que participam de programas de cessação do tabagismo têm maiores chances de se recuperar do vício.

Porém, há algumas atitudes simples que podem ajudar a passar por esse processo. Confira abaixo:

  • Reduza o número de cigarros progressivamente; 
  • Lembre-se que a vontade de fumar dura em média 5 minutos. Adote alguma atividade prazerosa que te distraia da vontade; 
  • Beba água quando sentir vontade de fumar; 
  • Descubra seus “gatilhos”. Hábitos, como tomar café, podem levar ao desejo de fumar. Evite-os; 
  • Pratique exercícios físicos. Eles liberam hormônios que causam bem-estar e ajudam a reduzir a ansiedade.

Não é fácil largar o cigarro, mas, com paciência e determinação, é possível. Nunca é tarde para cuidar da sua saúde e aumentar sua qualidade de vida!

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