Doação de Órgãos: conscientizar para salvar vidas

30 de setembro de 2021 - 11:07

O Brasil é o segundo país que mais realiza transplantes no mundo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. Ainda assim, existem milhares de pessoas na fila aguardando por um órgão.

Todos os anos, o mês de setembro é marcado por campanhas voltadas para chamar a atenção da população para essa realidade. No último dia 27, foi celebrado o Dia Nacional da Doação de Órgãos, data que faz parte do chamado Setembro Verde.

Como ser um doador?

No caso de doação em vida, para ser um doador de órgãos, o procedimento é bem simples.   O processo da tomada de decisão parte inteiramente do doador, e não há motivação maior do que salvar vidas e ajudar alguém que está precisando.

É permitida à pessoa juridicamente capaz, dispor gratuitamente de tecidos, órgãos e partes do próprio corpo vivo, para fins terapêuticos ou para transplantes em cônjuge ou parentes consanguíneos até o quarto grau, inclusive. Para qualquer outra pessoa, somente mediante avaliação em Comissão de Ética do hospital e autorização judicial, onde seja comprovada estreita relação, exceto quando se trata de doação de medula óssea.

Cuidar da saúde é uma recomendação geral para toda a população, mas se tratando de um doador de órgãos, o cuidado deve ser redobrado. Com uma atenção especial voltada à saúde, há uma garantia maior de órgãos saudáveis. Essa é uma medida que, posteriormente, impacta o receptor dos órgãos, mas não somente.

A mudança de hábitos e zelo com o bem-estar podem transformar e melhorar a vida do próprio doador. Por isso, a doação de órgãos é vista como uma ação de cuidado e carinho não só com o outro, mas também consigo mesmo.

Quais órgãos podem ser doados

A doação de órgãos contempla os rins, fígado, coração, pâncreas e pulmão. Existe também a doação de tecidos, como a córnea, a pele, ossos, válvulas cardíacas, cartilagem, medula óssea e sangue do cordão umbilical.

Tipos de doação

Existem duas modalidades de doação: ainda em vida ou após a morte. Órgãos como rim, parte do fígado ou da medula óssea podem ser doados em vida.

Informe a família

Para os casos de doação post mortem, é fundamental que o doador saiba que precisa comunicar, ainda em vida, sobre sua escolha aos amigos e familiares.

Nenhuma declaração em vida é válida ou necessária, não há possibilidade de deixar em testamento, não existe um cadastro de doadores de órgãos e nem são mais válidas as declarações nos documentos de identidade e carteiras de habilitação e nem as carteirinhas de doador, lembrando que a carteirinha de doador* poderá influenciar na decisão dos familiares no momento da doação. (*Existem diversas associações que fornecem, gratuitamente, a carteirinha de doador, a qual também pode ser substituída por uma simples declaração pessoal, numa folha papel, com relação ao seu desejo de doar e que deve estar sempre em sua posse) Assim sendo, quem deve e pode autorizar a doação em caso de morte encefálica, é a sua família que, para tomar essa decisão, precisa estar ciente de que você quer doar seus órgãos e/ou tecidos. Por esta razão, a única forma de ser um doador pós-morte é discutir o assunto, em vida, com os seus familiares, o que permitirá também a todos que participarem dessa conversa, revelarem-se doadores ou não doadores de órgãos. Essa simples conversa, permitirá aos familiares, tomar uma decisão rápida e consciente, caso a situação se apresente.

Por desconhecimento do tema ou acolhimento inadequado após o falecimento, muitos familiares não autorizam a doação, indo contra a vontade do doador.

Nessas horas, respeitar um gesto tão nobre como a doação de órgãos é o melhor caminho para perpetuar o legado do ente querido. Vale lembrar que um único doador pode salvar até 10 vidas.

A doação de órgãos no Brasil durante a pandemia

Durante o primeiro semestre de 2021, as doações de órgãos diminuíram em 13%, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO). A pandemia da Covid-19 é um fator agravante para a queda, e o cenário precisa ser mudado com urgência.

Se torne um doador de órgãos! Avise seus familiares e transforme a vida de quem precisa.  

Doe órgãos! Doe vida!

 

Fontes:

https://radios.ebc.com.br/tarde-nacional/2018/10/aumenta-o-numero-de-transplante-de-orgaos-no-brasil

-https://infohealth.com.br/2019/09/28/brasil-e-o-segundo-pais-do-mundo-em-numero-absoluto-de-transplantes/

-https://www.folhape.com.br/noticias/dia-nacional-da-doacao-de-orgaos-e-comemorado-nesta-segunda-feira/199154/

-https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2021-08/taxa-de-doadores-de-orgaos-cai-13-no-primeiro-semestre

-https://www.pfizer.com.br/noticias/ultimas-noticias/doacao-de-orgaos

-https://www12.senado.leg.br/noticias/audios/2021/09/campanha-divulga-importancia-da-doacao-de-orgaos-que-teve-queda-na-pandemia

-https://bvsms.saude.gov.br/a-vida-precisa-continuar-27-9-dia-nacional-da-doacao-de-orgaos/

-https://www.opovo.com.br/noticias/saude/2021/09/27/dia-nacional-da-doacaode-orgaos-principal-obstaculo-continua-sendo-a-recusa-familiar.html

-https://site.abto.org.br/wpcontent/uploads/2020/05/voce_quer_ser_doador_orgaos.pdf  

Nós usamos cookies para melhorar sua experiência de navegação no site. Ao utilizar o www.eletrossaude.com.br você estará de acordo com os critérios de monitoramento dos cookies. Para ter mais informações como isso é feito, acesse a Política de Privacidade. Se você concorda, clique em ACEITO.

Todos os direitos reservados © 2016.
Agência Nacional de Saúde Suplementar ANS - N° 31390-4