Dezembro Laranja: previna-se contra o Câncer de Pele

Dezembro marca o início do verão, a época mais ensolarada do ano. Embora a luz solar traga benefícios à saúde, é necessário cuidado. A exposição prolongada aos raios ultravioleta pode causar câncer de pele.

Para conscientizar a população sobre a prevenção da doença e sobre seus riscos, em 2014, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) criou a campanha Dezembro Laranja.

Câncer de pele é o mais comum no Brasil

O câncer de pele é o de maior incidência no Brasil e no mundo. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), são diagnosticados em média 180 mil novos casos por ano no país.

Apesar do baixo índice de letalidade se descoberto precocemente, o câncer de pele ainda oferece muitos riscos e deve ser prevenido.

Em 2016, uma pesquisa realizada pelo Datafolha, em parceria com a SBD, revelou que 63% dos brasileiros não têm o hábito de usar protetor solar, uma das principais formas de prevenção.

De acordo com a mesma pesquisa, estima-se que 6 milhões de brasileiros adultos não utilizam nenhuma forma de proteção quando estão em atividades de lazer, como idas à praia e cachoeiras. Por isso, é essencial alertar a população sobre os cuidados que devemos ter com o sol.

Há dois tipos de câncer de pele. Os melanomas, de menor incidência, porém mais agressivos, e os não melanomas, que são mais comuns e menos perigosos, mas que, se não tratados, também podem deixar sérias sequelas.

Não melanomas

Os não melanomas representam por volta de 30% dos diagnósticos de câncer no Brasil. Normalmente, surgem em pacientes acima dos 40 anos, mas têm se tornado cada vez mais comuns nos jovens por conta da exposição desprotegida ao sol.

Há vários tipos de tumores não melanoma, mas os dois mais frequentes são o carcinoma basocelular e o carcinoma epidermoide. Eles se apresentam na forma de manchas e protuberâncias na pele que aumentam de tamanho, coçam, descamam e sangram, ou como feridas que não cicatrizam.

O carcinoma basocelular equivale a 75% dos casos de câncer de pele. Costuma aparecer em áreas de alta exposição ao sol como rosto, pescoço e orelhas e se desenvolve lentamente. Não costumam espalhar para outras áreas do corpo, mas podem causar deformações estéticas quando não tratados adequadamente.

O carcinoma epidermoide é menos comum, mas é bem mais agressivo, pois pode causar tumores malignos em outras partes do corpo, a metástase. Assim como o carcinoma basocelular, o tipo epidermoide também é frequente em áreas expostas do corpo, porém se desenvolve rapidamente.

Melanomas

Os melanomas são o tipo menos comum de câncer de pele. De acordo com o INCA, são diagnosticados menos de 9 mil casos no Brasil por ano (dados de 2020). No entanto, é o tumor mais perigoso, pois tem alto risco de metástase. Apesar disso, quando descoberto nos estágios iniciais, apresenta bons índices de cura.

Esse tipo de lesão pode surgir em qualquer parte do corpo, inclusive em mucosas. Em geral, se apresenta como pintas ou manchas castanhas e pretas na pele. Uma forma de identificar sinais que ofereçam risco é observar o critério ABCDE.

A – Assimetria: um lado da mancha é diferente do outro;
B – Bordas: as bordas são irregulares como a de um mapa;
C – Cor: variações de tons de preto e marrom numa mesma mancha;
D – Diâmetro: manchas maiores que 6mm;
E – Evolução: manchas que sofreram alterações de cor de tamanho ao longo do tempo.

Como prevenir o câncer de pele?

Embora o câncer de pele afete especialmente adultos e pessoas de pele branca, de cabelos e olhos claros e que tenham histórico familiar ou doenças de pele, todos devem se prevenir. A contínua exposição ao sol por anos é um fator de risco para qualquer pessoa.

Prevenir o câncer de pele é simples. Siga as orientações abaixo:

• Evite tomar sol das 10h às 16h.
• Em outros horários, evite longa exposição ao sol. Procure abrigo à sombra.
• Use protetor solar com fator de proteção adequado para sua pele diariamente. Aplique o produto 30 minutos antes de sair ao sol. Reaplique se suar muito ou entrar na água.
• Ao se expor aos raios solares, use um chapéu que proteja o rosto, as orelhas e o pescoço.
• Use blusas de manga comprida. Roupas com fator de proteção solar são ainda mais eficazes.
• Observe a própria pele com atenção.
• Consulte um dermatologista pelo menos uma vez ao ano.

Ao notar qualquer mudança na sua pele, vá ao dermatologista. Somente um profissional pode dar o diagnóstico correto e avaliar riscos futuros.

Cuide da saúde da sua pele!

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